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Sérgio Sampaio

Pense em mim como se fosse um filho
Meu filho, minha filha
Pense em mim como você puder
Que a eternidade só nos ilumine
Meu filho, minha filha
Tenha você o nome que tiver
Pense em mim como se fosse um filho
Meu filho, minha filha
Pense em mim como em sua mulher
Que seja o amor que sempre nos combine
Meu filho, minha filha
Tenha o amor o nome que tiver
Seja você uma ilha de prazer
Aonde o amor restaure o próprio brilho
E onde você possa renascer
Repor seu bonde sobre os trilhos
Seja na Terra, onde é bom viver
O amor, na Terra, é como um pé de milho
Eu estou falando de nascer do chão
Como seu pai, como seu filho

Tatuagem

Chico Buarque / Ruy Guerra

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é prá te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem…

E também prá me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava…

Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem…

E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço…

Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem…

Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva…

Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes…

Esse Cara

Caetano Veloso

Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada
Ele some
Ele é quem quer
Ele é um homem e eu sou apenas uma mulher

Renato Correa e Ronaldo Correa

Foi assim
Que eu vi você
Passar por mim
E quando pra você eu olhei
Logo me apaixonei

Foi assim
O que eu senti
Não sei dizer
Só sei que pude então compreender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

Mas foi tudo um sonho
Foi tudo ilusão
Porque não é meu
O seu coração
Alguém roubou de mim
O seu amor
Me deixando nessa solidão

Foi assim
E agora o que é que eu vou fazer
Pra que você consiga entender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

Foi assim
O que eu senti
Não sei dizer
Só sei que pude então compreender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

Mas foi tudo um sonho
Foi tudo ilusão
Porque não é meu
O seu coração
Alguém roubou de mim
O seu amor
Me deixando nessa solidão

Foi assim
E agora o que é que eu vou fazer
Pra que você consiga entender
Que sem você meu bem
Não posso mais viver

Playlist do cantor Ritchie – http://www.ritchie.com.br


Verdes Anos de Carlos Paredes por Quinteto de Coimbra, com a participação especial de Belle Chase Hotel

Coimbra Menina e Moça por Quinteto de Coimbra, com a participação especial da Estudantina Universitária de Coimbra

Variações Em Lá Maior de João Bagao por Quinteto de Coimbra

Traz Outro Amigo Também de José Afonso por Quinteto de Coimbra, com a participação especial de Vitorino

Para conhecer melhor o Centro Cultural àCapella e sobre o projeto Casa de Fados acesse o site http://www.acapella.com.pt

Guilherme Arantes

Apesar da aparência sadia
estou vendo que nada mudou
em função do que se pretendia
e que o delírio mais jovem buscou
Os valores que a gente venera
como símbolos desta geração
Se esconderam entre belas asneiras
e já são peças de decoração
O receio que eu tenho é que o tempo
Passe rápido, passe todo
E a gente envelheça curtindo
Assistindo feito bobo
Brincos na orelha, cabelo transado
Espírito velho em corpo enfeitado
E o mundo girando
E o mundo girando
E a gente sonhando
E a gente sobrando
Somos tão fatalmente cativos
de dinheiro, padrões e medidas
que esquecemos de ser criativos
quando estão em jogo nossas vidas
Os conflitos antigos são parte
da família, da escola, e do emprego
ainda a espera de alguém que os desate
alguém como você, meu amigo

Você sumiu, se foi…
Nem me chamou, não sei dançar
Logo eu percebi, tanto você gostou
E eu nunca quis, quis me prender
Na imensidão de um pensamento,
Num só momento de indecisão

Vai ver você não foi
E me enganou, não sei dançar
Logo eu percebi, tanto você gostou
E eu nunca quis, quis me perder
Na imensidão de um pensamento,
Num só momento de indecisão

Laialalá…

Luiz Chagas

Às vezes quando eu vou à Augusta
O que mais me assusta é o teu jeito de olhar
De me ignorar
Toda em tons de azul

Teu ar displicente invade meu espaço
E eu caio no laço exatamente do jeito
Um crime perfeito
It’s all right, baby blue

Garupa de moto, a quina da loto saiu pra você
Sem nome e o endereço é de hotel, eu mereço
Até outra vez

Às vezes quando eu chego em casa
O silêncio me arrasa e eu ligo logo a TV
Só então eu ligo pr’ocê, descubro que já sumiu

Não sei em qual festa que eu te garimpei
Cantanto “lay mister lay”, será que foi no meu tio?
Ou em algum bar do Brasil…
Sei lá, eu fui mais de mil

Cheguei bem tarde, o vinho estava no fim
E alguém passou o chapéu pra mim e gritou
É grana pra mais bebum e eu não paguei

Às vezes quando eu vou ao shopping
Escuto “Money for Nothing” e então começo a lembrar
Que eu tocava num bar e que uma corda quebrou

Foi um deus-nos-acuda, eu apelei pro meu Buda
Te peguei pelo braço e nós fomos embora
Eu disse: Baby, não chora, amor de primeira hora

A vida é chata, mas ser platéia é pior
E que papel o meu
Chá quente na cama, sorvete, torta, banana, lua de mel

Às vezes quando eu vou ao centro da cidade
Evito, mas entro no mesmo bar que você
Nem imagino o porquê, se eu nem queria beber

Reparo em sua roupa, na loira ao seu lado
No seu ar cansado que nem mesmo me vê
Olhando pr’ocê, pedindo outro “fernet”

Será que não chega, já estou me repetindo
Eu vivo mentindo pra mim
Outro sim, outra “trip”, outro tchau
Outro caso banal, tão normal, tão chinfrim

Às vezes eu até pego uma estrada
E a cada belo horizonte eu diviso o seu rosto
A face oculta da lua soprando ainda sou sua

Oswaldo Montenegro

Quantas saudades ficaram das terras de Minas
Dessas mulheres que guardam o olhar das meninas
Na madrugada luzia uma troca de olhares
Os nossos medos ficaram nos becos nos bares
Doeu escalar montanhas no sol dia a dia
Doeu abafar a paixão quando se mais queria
A dor e o prazer de inventar toda a felicidade
A dor e o prazer de invadir uma nova cidade

Um livro de poesia na gaveta não adianta nada
Lugar de poesia na calçada
Lugar de quadro é na exposição
Lugar de música é no rádio

Ator se vê no palco e na televisão
O peixe é no mar
Lugar de samba enredo é no asfalto
Lugar de samba enredo é no asfalto

Aonde vai o pé arrasta o salto,
Lugar de samba enredo é no asfato
Aonde a pé vai se gasta a sola
Lugar de samba enredo é na escola

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